Grupo Oncoclínicas - Sua vida, nossa vida Oncoclínicas do Brasil

Perguntas frequentes

A hormonioterapia pode ser feita de três formas:

  • Medicamentosa: através da administração de medicamentos que inibam a produção ou impeçam a ação dos hormônios sexuais femininos. Esses medicamentos podem ser administrados por via oral e por injeções subcutâneas ou intramusculares. Em geral, os hormonioterápicos orais são administrados diariamente. Já os hormonioterápicos injetáveis são habitualmente administrados mensal ou trimestralmente. Ocasionalmente, pode-se ainda fazer a combinação entre um hormonioterápico injetável e outro oral em mulheres que não estejam na menopausa. A hormonioterapia medicamentosa é a forma mais frequentemente utilizada para o câncer de mama.
  • Cirúrgica: através da remoção cirúrgica dos ovários. Esse método é utilizado mais raramente.
  • Radioterápica: através da irradiação dos ovários. Atualmente, essa forma de hormonioterapia vem sendo muito pouco utilizada.

Não. Nem todos os tumores de mama são estimulados pelos hormônios sexuais femininos. Por isso, é muito importante realizar a pesquisa para a presença dos receptores hormonais (estrógeno e progesterona). Nos casos em que os receptores hormonais estão presentes, a hormonioterapia pode estar indicada. Além da hormonioterapia, o tratamento do câncer de mama pode incluir a cirurgia, a radioterapia, a quimioterapia e as drogas alvo moleculares. A hormonioterapia pode ser utilizada de forma isolada ou em combinação com essas formas de tratamento.

A hormonioterapia para o câncer de próstata pode ser feita de duas formas:

  • Cirúrgica: através da remoção dos testículos.
  • Medicamentosa: através da administração de medicamentos que inibam a produção ou impeçam a ação dos hormônios sexuais masculinos. Esses medicamentos podem ser administrados por via oral e por injeções intramusculares ou subcutâneas. Em geral, os hormonioterápicos orais são administrados diariamente. Já os hormonioterápicos injetáveis são habitualmente administrados mensal ou trimestralmente. Ocasionalmente, pode-se ainda fazer a combinação entre um hormonioterápico injetável e outro oral.

Não. Além da hormonioterapia, o tratamento do câncer de próstata pode incluir a cirurgia, a radioterapia e, menos frequentemente, a quimioterapia. A hormonioterapia pode ser utilizada de forma isolada ou em combinação com essas formas de tratamento. A decisão sobre a utilização da hormonioterapia depende de diversos fatores, entre os quais a extensão da doença, o nível sanguíneo de PSA, as características das células tumorais na análise microscópica, e as demais modalidades de tratamento a serem utilizadas para o caso em questão.

  • Lave a área tratada com água e sabão neutro. Enxugue com uma toalha macia, sem esfregar.
  • Não use cremes, loções, talcos, desodorantes, perfumes, medicações ou qualquer outra substância na área irradiada, sem a orientação da equipe de tratamento.
  • Só utilize algum tipo de curativo na pele com a orientação de seu médico.
  • Não utilize sacos de água quente ou gelo, lâmpadas ou qualquer outro material sobre a pele em tratamento.
  • Proteja a pele exposta à luz solar, usando um protetor solar com fator igual ou maior do que 15.
  • Dê preferência às roupas feitas de algodão. Evite os tecidos sintéticos do tipo nylon, lycra ou tecidos mistos com muita fibra sintética.
  • Evite usar roupas apertadas.

Cada pessoa reage de forma diferente à radioterapia, sendo que a intensidade desses efeitos depende da dose do tratamento e da extensão da área irradiada. É comum que a pele que recobre a área irradiada apresente vermelhidão, ardor, coceira e alteração da coloração (escurecimento).

Os efeitos colaterais também variam conforme a parte do corpo tratada:

  • Cabeça: pode ocorrer queda de cabelo, náuseas e vômitos.
  • Boca e pescoço: pode haver dificuldade para alimentação devido à inflamação do revestimento interno da boca e da garganta (mucosite).
  • Tórax: pode haver tosse seca, por inflamação dos brônquios (estruturas cilíndricas que levam o ar para dentro dos pulmões), ou dificuldade para alimentação, por mucosite no esôfago (órgão cilíndrico que leva o alimento ao estômago).
  • Abdome: podem ocorrer náuseas, vômitos, diarréia
  • Bacia: pode haver ardor para urinar e/ou evacuar. Nas mulheres, pode ocorrer secura vaginal, com desconforto durante relações sexuais. Nos homens, pode haver diminuição do fluido da ejaculação quando a próstata é irradiada.

Além desses efeitos dependentes da área de tratamento, os pacientes em radioterapia podem apresentar cansaço. Normalmente, os efeitos colaterais desaparecem gradativamente ao término do tratamento.

A radioterapia pode ainda causar alguns efeitos colaterais denominados tardios, por ocorrerem meses ou anos após término o tratamento. Esses efeitos colaterais são mais raros, mas podem também ser mais graves. Consulte o médico a respeito dos possíveis efeitos colaterais tardios da radioterapia.

Normalmente, o paciente não sente nada durante e imediatamente após a aplicação da radioterapia. Os eventuais efeitos colaterais da radioterapia geralmente demoram alguns dias para aparecer. Habitualmente, os efeitos colaterais não surgem abruptamente; eles se desenvolvem de forma insidiosa ao longo da radioterapia. Salvo em situações especiais, que serão devidamente explicadas pelo médico radioterapeuta, o paciente pode comparecer sozinho ao serviço de radioterapia, retomando suas atividades normais ao término do tratamento.

A radioterapia atua alterando a estrutura de diferentes moléculas no interior das células, em especial o DNA. As partículas eletricamente carregadas e aceleradas, resultantes da interação da radiação ionizante com o organismo, podem agir direta ou indiretamente sobre o DNA, causando danos à estrutura das moléculas de DNA.

A alteração do DNA provocada pela radioterapia nas células tumorais leva à destruição dessas células. Esse efeito também é observado sobre as células normais, o que pode ocasionar os efeitos colaterais da radioterapia.

Contudo, a forma como a radioterapia é administrada, a dose aplicada e o intervalo entre as aplicações foram estudados de maneira a permitir um maior efeito sobre o câncer e um menor efeito sobre as células normais.

Além disso, o médico radioterapeuta, durante a fase de preparação do tratamento, busca a maneira mais adequada de aplicar a máxima dose recomendada no tumor, com a mínima exposição possível dos tecidos sadios. Dessa forma, o tratamento objetiva a maior probabilidade de cura, com a menor incidência possível de efeitos colaterais.

O paciente deve procurar atendimento médico imediatamente se apresentar:

  • Febre (temperatura > 37,8oC);
  • Manchas ou placas vermelhas pelo corpo;
  • Dor ou ardência para urinar;
  • Sangramentos que demoram a estancar;
  • Falta de ar;
  • Diarréia Diarreia e/ou vômito intensos;
  • Inchaço das pernas, principalmente quando é assimétrico (maior de um lado do que do outro);

Mas, de modo geral, se o paciente apresentar quaisquer outras alterações surgidas após o início do tratamento e que sejam motivo de preocupação, ele deve consultar o seu médico.

Os possíveis efeitos colaterais da quimioterapia podem determinar a necessidade de o paciente adotar algumas medidas que, juntamente com as demais medicações administradas, irão reduzir a probabilidade de ocorrência desses efeitos colaterais, sua intensidade e/ou sua duração.

Por exemplo, a quimioterapia pode causar neutropenia acentuada em alguns casos. Quando esse risco existe, o paciente pode precisar se precaver, através de algumas atitudes simples, como:

  • Ingerir alimentos saudáveis e de procedência segura;
  • Evitar ambientes fechados e com muita gente;
  • Evitar comer alimentos crus;
  • Ter cuidado ao fazer a barba para não se cortar, usando barbeador elétrico, se possível;
  • Evitar tirar as cutículas e fazer depilação.

Esses cuidados têm como objetivo reduzir o risco de contrair infecções, durante períodos em que as defesas do organismo podem estar fragilizadas. Para saber se a quimioterapia que você está recebendo causa neutropenia e se você precisa tomar esses cuidados, converse com seu médico.

Não. Cada organismo é único e reage de forma diferente à quimioterapia. Algumas pessoas podem apresentar reações adversas com a quimioterapia, enquanto outras não, independentemente do efeito que o tratamento está causando no tumor. Somente o médico responsável pelo acompanhamento do paciente poderá dizer se o tratamento está sendo eficaz ou não, com base nos exames físicos, de imagem e/ou laboratoriais.

Essa é uma pergunta frequente entre as mulheres com câncer de mama. A medicação em si não engorda, mas vários fatores presentes durante o tratamento podem contribuir para o ganho de peso. Entre eles estão:

  • Redução da atividade física com manutenção da ingesta calórica;
  • Eventual cessação das menstruações durante a quimioterapia;
  • Ansiedade e estresse emocional;
  • Uso de medicações associadas à quimioterapia, como corticóides.

Com relação aos outros tipos de câncer, de maneira geral, o paciente pode perder um pouco de peso durante a quimioterapia, por apresentar diminuição do apetite e, eventualmente, náuseas e vômitos.

Os efeitos colaterais da quimioterapia variam de acordo com diversos fatores, entre os quais:

  • Droga(s) utilizada(s);
  • Dose do(s) medicamento(s);
  • Duração do ciclo de tratamento;
  • Tipo de câncer;
  • Estado geral do paciente;
  • Existência de outras doenças associadas ao câncer.

Assim, um paciente pode ter um ou mais efeitos colaterais, sendo observada intensidade variável de pessoa para pessoa.

Os efeitos colaterais da quimioterapia usualmente ocorrem em virtude da ação dessas drogas sobre o processo de divisão celular. Dessa forma, além das células tumorais, também são afetadas as células normais que estão em divisão celular, tornando mais susceptíveis à ação dos quimioterápicos os tecidos do organismo com alta taxa de divisão celular, como a medula óssea e as mucosas.

Entre os possíveis efeitos colaterais da quimioterapia, estão:

  • Fraqueza;
  • Mucosite;
  • Diarréia Diarreia;
  • Perda ou ganho de peso;
  • Alopecia;
  • Alterações nas unhas;
  • Náuseas e vômitos;
  • Neutropenia, anemia e plaquetopenia;
  • Formigamento dos pés e das mãos.

Em geral, os efeitos colaterais da quimioterapia vão diminuindo gradativamente após o término do tratamento, até o completo desaparecimento. Assim, é comum que as unhas retornem ao normal e que os cabelos voltem a crescer.

Contudo, alguns efeitos colaterais podem se tornar permanentes, como é o caso da cessação das menstruações em certos casos de quimioterapia para o câncer de mama.

Para saber mais precisamente os possíveis efeitos colaterais aplicados ao seu caso, converse com seu médico.

A quimioterapia pode ser administrada de forma isolada, ou em combinação com outras formas de tratamento para o câncer, como as drogas alvo moleculares, a hormonioterapia, a radioterapia e a cirurgia. A combinação da quimioterapia com as demais alternativas terapêuticas pode ser concomitante, neoadjuvante ou adjuvante.

Os quimioterápicos podem ser administrados através das seguintes vias, dependendo da droga:

  • Oral;
  • Intravenosa;
  • Intramuscular;
  • Subcutânea;
  • Intratecal (pela espinha dorsal);
  • Tópica.

 A quimioterapia pode envolver a administração de uma única droga (monoterapia). Contudo, como os quimioterápicos têm diferentes mecanismos de ação, a quimioterapia também pode ser feita através da administração de mais de um tipo de medicação, geralmente pertencentes a diferentes classes de quimioterápicos, combinados em um regime pré-determinado de tratamento. Além disso, a quimioterapia costuma ser aplicada de acordo com um ciclo de tratamento pré-estabelecido, independentemente de ser usada uma droga ou mais. A duração do tratamento é variável, dependendo da doença e dos medicamentos utilizados.

Junto com a quimioterapia, os profissionais de enfermagem especializados podem administrar também soro e medicamentos que auxiliam a diminuir os efeitos colaterais da quimioterapia. 

Câncer são doenças oriundas da multiplicação desordenada das células, que são capazes de invadir várias estruturas / áreas do corpo.