Grupo Oncoclínicas - Sua vida, nossa vida Oncoclínicas do Brasil

Alimentacao saudavel 2

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde, um dos pilares na luta contra o câncer é a adoção de hábitos saudáveis de vida. Dentre estes hábitos, uma alimentação balanceada, rica em frutas, vegetais e gorduras leves, como o azeite, é um excelente aliado como prevenção à doença.

Um importante ponto a ser abordado, quando falamos em alimentação, é a sua importância durante o tratamento da doença.

Culturalmente, o brasileiro é muito apegado ao que se põe na mesa, isto é, a alimentação é fonte de prazer, mas também funciona como tratamento para inúmeras enfermidades.

Quando você se vê diante da doença, inúmeras dúvidas surgem, dentre elas sobre a alimentação. A  pergunta que vem logo após a explicação do tratamento é: "O que eu posso comer?" . Nesse momento, o paciente está aberto a qualquer informação e passa a acreditar em muito do que ouve: a receita que alguém conhece para desintoxicar, a dieta milagrosa que curou o câncer do amigo, tal alimento que possui propriedades melhores que a quimioterapia, etc.

Antes de tudo, é importante lembrar que cada organismo requer um aporte de nutrientes e de energia para desempenhar suas funções. O estado nutricional de uma pessoa é o resultado do balanço entre o que se ingere e o que de fato é necessário; e esta situação pode ser alterada por condições patológicas.

Diante de tanta informação, é fundamental um acompanhamento nutricional. Este engloba tanto a orientação de uma alimentação mais adequada para o momento, bem como recomendações nutricionais para amenizar determinados efeitos colaterais causados pelos tratamentos.

A quantidade de alimento a ser ingerido varia de indivíduo para indivíduo, porém, a alimentação deve ser fracionada (cinco a seis refeições/dia), variando ao máximo os componentes do cardápio. A ingestão de líquidos (água, sucos, água de coco, sopas etc.) deve ser reforçada, para que haja eliminação da parte tóxica do medicamento. 

 

Outras dicas que podem ajudar:

  • Saboreie seus pratos preferidos a qualquer hora do dia;
  • Alimente-se melhor na refeição que você sentir mais fome;
  • Procure não ingerir líquidos com as refeições para não se sentir muito cheio. Beba nos intervalos;
  • A apresentação da refeição é importante para abrir o apetite. Refeições atraentes, saborosas e variadas ajudam no sucesso da dieta. Utilize temperos e ervas para melhorar o sabor e aroma dos alimentos;
  • Atividades físicas leves antes das refeições, como caminhar, aumentam o apetite.

 

Visando às correções de alterações clinico-laboratoriais, foram desenvolvidos suplementos alimentares específicos para o tratamento oncológico. O objetivo da suplementação é fazer a compensação dos déficits alimentares, sem atrapalhar a nutrição do paciente. Os benefícios sugeridos em decorrência da suplementação oral são o aumento do peso ou pelo menos redução de sua perda, reforço da imunidade e melhora da qualidade de vida. Existem diversos tipos de suplementos disponíveis: hipercalóricos, hiperproteicos, enriquecidos com ácidos graxos que possuem ação antiinflamatória. Há também formulações enriquecidas de nutrientes que podem estimular o sistema imunológico e melhorar a qualidade de vida do paciente. Portanto, antes de optar pelo suplemento, é importante procurar orientação do médico e/ou nutricionista.

Durante o tratamento oncológico, o CPO oferece aos pacientes o acompanhamento nutricional para orientação de dieta, se há a necessidade da suplementação e qual tipo de suplemento está mais ou menos indicado.

A intervenção e acompanhamento nutricional é uma ferramenta fundamental que visa melhorar a qualidade de vida do paciente.

  

Efeitos colaterais da quimioterapia e alimentação:

Recomendações nutricionais para melhorar os sintomas causados pelos tratamentos

 

Sintomas
Recomendações possíveis

Fadiga

  • Receber ajuda na acomodação à mesa;
  • Não ajudar na preparação dos alimentos;
  • Adaptar a consistência da dieta;

Náuseas e vômitos

  • Fracionar refeições;
  • Não ingerir líquidos durante as refeições;
  • Ficar afastado da cozinha durante o preparo das refeições;
  • Evitar os alimentos muito condimentados, gordurosos e doces;
  • Dar preferência a preparações em temperatura fria ou gelada ou à temperatura ambiente;
  • Não deitar-se logo após as refeições;

Alteração de paladar e odor

  • Manter a temperatura das refeições conforme melhor aceitar;
  • Substituir os alimentos pouco tolerados por aqueles nutricionalmente similares e melhor aceitos;
  • Melhorar a apresentação dos pratos;

Afta, dor para engolir e ulcerações na orofaringe

  • Antes das refeições, providenciar alívio da dor;
  • Evitar os alimentos irritantes (especiarias, secos, duros, ácidos, etc.);
  • Evitar extremos de temperatura;
  • Modificar a consistência da dieta para pastosa ou semissólida dependendo do grau de comprometimento da mucosa oral;
  • Cuidados com higiene oral;
  • Evitar bebidas alcoólicas, cafeína e tabaco;

Saciedade precoce

  • Fracionar refeições;
  • Evitar o consumo abundante de bebidas, especialmente durante as refeições;
  • Evitar alimentos crus;
  • Evitar preparações gordurosas ou muito ricas em molhos;

Diarreia

  • Aumentar a ingestão de líquidos;
  • Preferir refeição leve;
  • Ingerir pequenas porções durante o dia;
  • Utilizar temperos como cebola, alho, sal e óleo com moderação;
  • Suspender os alimentos laxativos (verduras, frutas como laranja, mamão, ameixa preta, côco);
  • Introduzir os alimentos constipantes como batata, mandioca, sagu;

Constipação Intestinal 

(prisão de ventre)

  • Aumentar a ingestão de líquidos, dando preferência aos sucos laxativos;
  • Aumentar o consumo de alimentos ricos em fibras (legumes, frutas com casca ou bagaço, verduras cruas e cozidas, cereais integrais);
  • Evitar o consumo de maisena, creme de arroz, arrozina e fubá;
  • Praticar atividade física sob orientação médica;