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Neurologia

A neurologia é a especialidade responsável por doenças que atingem o sistema nervoso central. Na oncologia, o neurologista atua em casos de tumor ou nas complicações relacionadas aos efeitos colaterais do tratamento de outros tumores. Saiba mais.
Neurologia

A neurologia é uma especialidade médica que estuda, diagnostica e trata doenças que comprometem o sistema nervoso. Ele é dividido entre o sistema nervoso central (SNC), composto pelo cerebelo, tronco encefálico, cérebro e medula espinhal; periférico, ou seja, nervos que ligam o sistema nervoso central ao resto do corpo, e também o autônomo, que controla todas as nossas funções, como a respiração, a digestão e a circulação do sangue. 

As doenças mais comuns tratadas pelo profissional desta área, o médico neurologista, são as dores de cabeça, distúrbios do sono, AVCs, Alzheimer, Parkinson, Esclerose múltipla, tumores, meningites e até o déficit de atenção. Esse especialista também atua em conjunto com outras áreas da medicina no tratamento de algumas condições como a depressão, ansiedade e síndrome do pânico. 

O neurologista é um profissional indispensável no tratamento de pacientes oncológicos, seja pela presença de um tumor cerebral ou por complicações relacionadas ao tratamento de vários tipos de cânceres. Algumas dessas complicações podem produzir sintomas neurológicos como formigamentos, dormência e fraqueza. A radioterapia, por vezes, também pode levar a complicações, cabendo ao oncologista acionar o especialista para acompanhar esse paciente. 

Segundo o Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva  (Inca), os tumores do Sistema Nervoso Central (SNC) ocorrem em função do crescimento de células anormais nos tecidos e representam de 1,4% a 1,8% de todos os tumores malignos no mundo. Aproximadamente 90% dos tumores de SNC ocorrem no cérebro. 

No Brasil, estima-se que serão diagnosticados 11.090 novos casos de câncer cerebral em 2021, sendo 5.870 em homens e 5.220 em mulheres.  Esses números tendem a ser muito maiores se forem considerados, também, os tumores benignos do sistema nervoso central, que compreende o cérebro e a medula espinhal. 

As causas desses tumores ainda não são plenamente conhecidas, podendo ter origem em várias alterações genéticas ou adquiridas ao longo da vida por predisposição ou exposição.  Alguns dos conhecidos fatores de risco são a exposição à radiação (profissionais que lidam com raios-X, pessoas que se submetem à radioterapia ou a exames excessivos com radiação) e a existência de uma deficiência do sistema imunológico, seja ela causada pelo vírus HIV ou pelo uso de medicamentos que suprimem o sistema imunológico.

Há, ainda, causas ambientais relacionadas ao maior risco destes tumores. Além da radiação, a exposição a elementos como arsênio, chumbo, mercúrio e a substâncias químicas presentes nos agrotóxicos. 

Como no caso de outros tipos de câncer, o sobrepeso também é um fator de risco, uma vez que alguns estudos apontam fortes evidências da relação do excesso de gordura corporal com o aumento de risco para o desenvolvimento de meningioma, tumor geralmente benigno que surge nas membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e é mais frequente em mulheres.

Sintomas 

O sintoma mais frequente em pacientes que desenvolvem tumores cerebrais é a dor de cabeça persistente, aquela que a pessoa nunca teve e que continua incomodando durante muito tempo. Dores progressivas, que aumentam de intensidade e frequência com o tempo, associadas a episódios de vômito, convulsão, alterações visuais ou motoras, da fala e formigamentos são sinais de alarme.  Os sintomas são diretamente dependentes da localização do tumor e de seu tamanho (se está causando hipertensão intracraniana ou nao). 

Nos menores de idade, esses sinais devem alertar os pais para procurar logo o médico, uma vez que, em crianças na faixa etária de 5 a 12 anos de idade, tumores cerebrais são o tipo de câncer mais comum. Na rede primária de saúde, o atendimento é feito por um clínico; se for comprovada a alteração, o paciente é encaminhado para um atendimento neurológico ou neurocirúrgico e submetido a exames de tomografia e ressonância magnética.

Prevenção

Segundo o Inca, até o momento não há medidas definidas para a prevenção específica dos tumores de SNC, no entanto, a boa notícia é que a detecção precoce do câncer é fundamental para encontrar o tumor em fase inicial e possibilitar maior chance de tratamento e cura. Nesse sentido, a observação dos sintomas e o acompanhamento do neurologista são de suma importância. Ele irá indicar a necessidade de investigação por meio de exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos. Os exames de imagem com Tomografia Computadorizada (TC) e Ressonância Magnética (RM) com contraste são os principais na investigação dessas doenças. 

Referências:

Inca https://www.inca.gov.br/

Neuroscience Specialists https://www.neurosurg.org/articles/role-of-a-neuro-oncologist-you-should-know

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