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Medicina Integrativa

A medicina integrativa na oncologia é responsável pela mente, o estado de espírito e outras necessidades do paciente durante o tratamento de câncer, com o objetivo de melhorar a sua qualidade de vida. Saiba mais.
10 min de leitura
por: Grupo Oncoclínicas
Medicina Integrativa
A medicina integrativa é responsável pela mente, o estado de espírito e outras necessidades do paciente durante o tratamento oncológico.

O tratamento contra o câncer vai além do combate à doença. Paralelamente à eliminação das células cancerosas, é preciso cuidar da mente, do espírito e do restante do corpo do paciente. Além disso, familiares e amigos próximos que estejam acompanhando as boas e más notícias das consultas, as sessões de quimioterapia e de radioterapia e seus possíveis efeitos adversos e dando suporte à recuperação das cirurgias necessitam de apoio, justamente para conseguirem seguir adiante nessa jornada. 

É aí que entra a medicina integrativa na oncologia. Essa prática aborda de forma integral a cura do paciente, por meio da proposta de inclusão de terapias complementares às tradicionais terapias utilizadas contra o câncer, como cirurgia, quimioterapia e radioterapia, entre outras. O propósito da oncologia integrativa é otimizar a qualidade de vida, atenuando os efeitos físicos e emocionais que podem envolver esse período da vida do paciente e das pessoas ao seu redor.

Todas as possibilidades de terapias complementares são consideradas na medicina integrativa, incluindo aquelas colocadas em prática por profissionais que não sejam médicos. Aqui, a equipe multidisciplinar de que tanto se fala quando o assunto é tratamento oncológico ganha uma nova dimensão, com a integração de educadores físicos, terapeutas holísticos, especialistas em corpo humano e mesmo de artistas.

Importância da medicina integrativa durante o tratamento de câncer

São muitos os benefícios da medicina integrativa durante o tratamento contra o câncer. Dentre eles, destacam-se:

  • Ajuda a atenuar os efeitos adversos físicos da quimioterapia e da radioterapia, como náusea, dor e fadiga;
  • Ajuda a atenuar o desgaste emocional causado pelo tratamento oncológico, como os sintomas de ansiedade e depressão que podem se manifestar a partir do diagnóstico;
  • Ajuda a regular o padrão de sono do paciente, que pode ser modificado tanto pela ação dos medicamentos e tratamentos quanto pelo fator emocional;
  • Dá ao paciente ferramentas para construir uma capacidade de autorrecuperação que ele pode nem saber que possui;
  • Permite que o paciente olhe para dentro dele mesmo e enxergue as muitas nuances do tratamento oncológico pelo qual está passando; e
  • Proporciona qualidade de vida nos tratamentos paliativos de casos de câncer avançados e sem possibilidade de cura

O que a medicina integrativa inclui na rotina durante o tratamento oncológico

São muitas as modalidades de terapias complementares ao tratamento oncológico. O importante ao escolhê-las é respeitar o momento do paciente e de seus acompanhantes, além de levar em consideração suas aptidões físicas. A intenção é que seja realizada uma construção para garantir a qualidade de vida e o conforto do indivíduo. 

Embora a cura não seja o objetivo da adoção da medicina integrativa, algumas das atividades conseguem impactar no menor risco de recorrência do câncer, em especial as que incluem exercícios físicos e mudanças positivas de hábitos alimentares no dia a dia.

Conheça, a seguir, as principais modalidades da medicina integrativa na oncologia:

Aconselhamento em nutrição – Os efeitos colaterais da quimioterapia e da radioterapia interferem na aceitação de determinados alimentos (com a possível ocorrência de náuseas e vômitos), além de poder causar perda de apetite e mudança no paladar. Para evitar a desnutrição – comum entre os pacientes oncológicos, presente em 40% a 80% dos casos, é necessário equilibrar a alimentação. 

Além de manter o balanço nutricional do organismo, o que vai ao prato e ao copo pode amenizar os muitos efeitos adversos dos tratamentos, aliviando náuseas, vômitos, sensação de boca seca, obstipação intestinal, diarreia e até mesmo a fadiga. 

O nutricionista e/ou o médico nutrólogo são os profissionais que podem fornecer as orientações para a adequação da alimentação durante o tratamento oncológico. Vale lembrar que a dieta pode ser modificada ao longo do tratamento de acordo com os eventos adversos apresentados pelos pacientes.

Fisioterapia – Realizada pelo fisioterapeuta, profissional da saúde que avalia, previne e trata os distúrbios dos movimentos humanos decorrentes de alterações naturais dos órgãos ou causados por eventos como o diagnóstico e tratamento contra o câncer. É importante que o profissional conheça bem os tipos de câncer, seus estádios e as possíveis complicações e abordagens médicas, para poder oferecer as melhores atividades sem apresentar riscos ao paciente.

A fisioterapia atua de forma abrangente nos sintomas do paciente oncológico e tem como objetivos:

  • Restaurar e preservar a integridade do funcionamento dos órgãos e sistemas;
  • Prevenir, tratar e minimizar os distúrbios e sequelas causados pelo tratamento oncológico; e 
  • Manter a qualidade de vida do paciente.

Com a fisioterapia, é possível minimizar dor, tensão muscular, fadiga, perda de massa muscular, linfedema, fibrose, retrações e aderências cicatriciais, diminuição da amplitude de movimentos, encurtamentos musculares e alterações na postura e na respiração. O tratamento deve começar o quanto antes e se estende para além do término do tratamento médico, até o paciente restabelecer sua independência nas atividades diárias.

É importante que os familiares, amigos próximos e cuidadores também recebam orientações do fisioterapeuta, para poderem auxiliar o paciente em casa.

Técnicas meditativas – Permitem que o paciente oncológico olhe para dentro e perceba melhor seu corpo e sua saúde, entenda e acolha suas ansiedades. As mais importantes técnica são:

 

  • Mindfulness ou Atenção Plena – é um estado em que são treinadas qualidades de atenção ao momento presente e autocompaixão com experiências desafiadoras. Apesar de não ser uma prática relacionada a crenças religiosas, tem como base os princípios fundamentais das meditações budistas: Prestar atenção intencionalmente, estar no momento presente e não julgar. Estudos sobre o impacto de um programa de redução de estresse por meio do método de Meditação da Atenção Plena (Mindfulness-Based Stress Reduction, MBSR), aplicado por oito semanas em pacientes com câncer, revelaram diminuição dos distúrbios do sono e significativa diminuição do estresse, dos transtornos de humor, da fadiga e de condições como dor, estresse, ansiedade, depressão e desordem alimentar. Pelos treinamento de mindfulness passamos a perceber pensamentos, sensações corporais e emoções no momento em que ocorrem, sem reagir de maneira automática ou habitual. Com isso, aprendemos a fazer escolhas mais conscientes, práticas e a lidar positivamente com os desafios do dia a dia. Os programas ajudam os pacientes com ansiedade, depressão, doenças e dores crônicas, cansaço excessivo e falta de propósito. O profissional responsável pela condução do programa costuma ser um psicólogo, mas pessoas com diversas outras formações podem se especializar em mindfulness e desempenhar essa função; e
  • Ioga – prática física, mental e espiritual que se originou na Índia e cujo nome significa “unir-se”, simbolizando a união do corpo e da consciência. Combina meditação e movimentos de alongamento (e, se possível, de força), melhorando a respiração, a concentração e a tonificação muscular. A ONU (Organização das Nações Unidas) reconhece a ioga como uma ferramenta para lidar com o estresse e as incertezas e para manter o bem-estar físico, e a OMS (Organização Mundial da Saúde) menciona em seu “Plano de Ação Global sobre Atividade Física 2018-2030” a ioga como um meio de melhorar a saúde. Em geral é guiada por educador físico ou fisioterapeuta.

Práticas energéticas – Servem para reorganizar as energias físicas e, principalmente, emocionais, além de proporcionar uma autopercepção corporal e alívio de dores e incômodos causados pelo tratamento oncológico. Conheça as mais importantes:

  • Tai chi chuan – arte marcial chinesa em que movimentos simples e de baixa velocidade são executados com o objetivo de melhorar a saúde física e mental. Não exige preparo especial e pode ser realizada em qualquer lugar. Com técnicas respiratórias e necessidade de atenção aos movimentos, equilibra a pressão e a circulação sanguínea, reduz o estresse, aumenta a energia e a capacidade de concentração, alonga os músculos, trabalha a flexibilidade e melhora o equilíbrio. Seu instrutor deve ser um educador físico ou fisioterapeuta;
  • Reiki – sistema de origem japonesa que trabalha a energia física, emocional, mental e espiritual pelo toque suave das mãos. Seus principais benefícios são o relaxamento e o alívio de sintomas como estresse, ansiedade, insônia, náusea, dor e fadiga. Deve ser realizado por um terapeuta especializado na técnica;
  • Acupuntura – técnica da medicina tradicional chinesa que trabalha o equilíbrio da energia vital em todos os 12 meridianos do corpo humano. Tem ação analgésica e anti-inflamatória e, na oncologia, auxilia no alívio da dor, dos sintomas de depressão e ansiedade e de reações adversas aos tratamentos convencionais, como náusea e fadiga. Deve ser realizado por profissional com formação específica em acupuntura; e
  • Shiatsu – massagem milenar, de origem oriental, reconhecida como terapia há mais de 70 anos no Japão. A técnica é realizada colocando uma leve pressão no corpo inteiro, estimulando e sedando pontos específicos, de acordo com as necessidades do paciente. Trabalha estresse, dores musculares, dores de cabeça, fraquezas e os sistemas digestivo e circulatório. Deve ser realizada por profissional especializado na modalidade.

Técnicas artísticas – Para os pacientes que tenham afinidade com as artes, duas técnicas podem ser integradas ao tratamento oncológico para trabalhar as emoções e as energias. São elas:

  • Musicoterapia – técnica que utiliza os elementos da música (som, ritmo, melodia e harmonia) e dos movimentos para abrir canais de comunicação e produzir efeitos terapêuticos, profiláticos e de reabilitação nos pacientes, ajudando-os a restabelecer suas funções e a alcançar uma melhor integração entre corpo e mente. Deve ser moderada por um musicoterapeuta – a extensão universitária é aberta para todos os profissionais, e os que normalmente aderem a ela são pedagogos, psicólogos e músicos; e 
  • Arteterapia – técnica da psicologia que trabalha a exploração, expressão e comunicação de aspectos que o paciente não extravasa conscientemente, dando ao especialista ferramentas para auxiliar na busca por bem-estar emocional e social durante o tratamento oncológico. Pintura, arte em barro, colagem, dança e artes cênicas são algumas das modalidades que podem ser utilizadas – elas são escolhidas de acordo com o perfil do indivíduo. Deve ser mediada por um psicólogo.

Técnicas sensoriais – Os sentidos são trabalhados em busca do relaxamento, do alívio de sintomas de estresse, ansiedade, náusea, insônia e do equilíbrio físico e mental do paciente. As modalidades mais recorrentes são:

  • Aromaterapia – como o nome sugere, usa o aroma de óleos essenciais para minimizar dores e estresse, melhorar o humor e, no caso específico dos pacientes oncológicos, aliviar efeitos adversos da quimioterapia e radioterapia, como náuseas, perda de apetite e vômitos. Os óleos podem ser usados diretamente no corpo, por meio de massagens, ou no ambiente, em difusores. Deve ser orientada por um aromaterapeuta com formação específica na técnica, que escolherá os óleos essenciais de acordo com as características e necessidades de cada indivíduo; e
  • Cromoterapia – utiliza as cores para auxiliar o corpo na busca pelo restabelecimento da saúde. Vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta são empregadas em frequências luminosas para o estímulo do organismo. Pode ser aplicada no momento das sessões de quimioterapia e de radioterapia e deve ser controlada por profissional com especialização na técnica.

Quiropraxia – Técnica da área da saúde, reconhecida pela OMS, dedicada ao diagnóstico, tratamento e prevenção de problemas do sistema neuro-músculo-esquelético (articulações, músculos, tendões, ossos, nervos e outras estruturas). São utilizadas técnicas manuais para ajustar esses problemas, diminuir a dor e reduzir o risco de lesões. 

A quiropraxia ajuda o paciente oncológico a manter o controle de seus movimentos e a sentir menos dores decorrentes do tratamento medicamentoso e deve ser aplicada por um quiropraxista com formação superior em Quiropraxia.

Osteopatia – De acordo com a OMS, a osteopatia é um método diagnóstico e terapêutico que utiliza o contato manual para alcançar a integridade estrutural e funcional do organismo com a relação entre corpo, mente e espírito, na saúde e na doença, auxiliando na tendência intrínseca do corpo de encontrar a própria cura. Deve ser realizada por profissional da saúde com especialização superior em Osteopatia, de acordo com as diretrizes da AOB (Associação Brasileira de Osteopatas) e do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

Que médicos devem orientar sobre medicina integrativa durante o tratamento oncológico

A equipe multidisciplinar liderada pelo médico oncologista clínico tem todos os elementos necessários para indicar quais terapias podem fazer parte do programa de medicina integrativa daquele paciente e de seus acompanhantes regulares (sejam eles familiares ou amigos próximos). 

Isso porque esses profissionais, pela proximidade cotidiana, compreendem o contexto do tratamento de forma abrangente e entendem quais práticas podem beneficiar mais o paciente e seus acompanhantes.

O ideal é que as terapias de medicina integrativa sejam ofertadas na própria unidade clínica em que o trabalho oncológico esteja sendo realizado, mas em alguns casos pode haver encaminhamento para serviços externos referenciados.

É fundamental esclarecer que nada disso é parte obrigatória do tratamento. O paciente e as pessoas ao seu redor são ouvidos e por meio do diálogo se chega a um consenso sobre as melhores estratégias complementares a serem incorporadas na linha do cuidado daquele indivíduo e de sua rede de apoio (família/amigos). O apoio técnico vem da equipe, mas o paciente é o protagonista de seu tratamento.

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