COVID-19

Dúvidas frequentes

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou no dia 11 de março de 2020, a pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2).

O que o paciente com câncer deve fazer para se proteger do coronavírus (covid-19)?

O paciente com câncer não deve, em nenhuma hipótese, parar seu tratamento por conta própria, seja quimioterapia, seja radioterapia, seja uma cirurgia. Toda decisão quanto ao tratamento deve ser feita junto com a equipe de saúde.

O que muda no tratamento do câncer com a pandemia de Covid-19?

O tratamento não pode parar. As clínicas estão preparadas para garantir sua segurança, com total atenção para sua imunidade. Os pacientes devem manter suas agendas de tratamento, informando aos seus médicos se tiverem sintomas da Covid-19 ou se tiverem entrado em contato com alguém infectado, para que possa ser determinado o melhor procedimento para cada caso. Para sua maior comodidade e segurança, converse com o seu médico sobre a possibilidade de consulta via telemedicina.

Há orientações específicas para evitar o contágio de pacientes oncológicos?

As recomendações usuais ao paciente oncológico devem ser seguidas e reforçadas, como o uso de máscara e a higienização frequente das mãos. Além disso, deve ser feita a higienização frequente de superfícies mais utilizadas, como mesas e balcões, evitar aglomeração e manter a distância mínima de 2 metros entre as pessoas.

Como o paciente pode distinguir os sintomas do coronavírus dos sintomas que são decorrentes do tratamento?

É preciso individualizar caso a caso para dar segurança aos pacientes. Dessa forma, ao apresentar quaisquer sintomas como febre, sintomas gripais ou gastrointestinais, comunique a seu médico.

O que pode ser feito para aumentar a imunidade de pacientes imunossuprimidos?

Existem protocolos específicos para determinados tratamentos oncológicos, mas não existe algo rotineiro que possa ser feito fora desses protocolos para aumentar a imunidade dos pacientes a fim de enfrentar o coronavírus. É importante ter uma rotina saudável, alimentar-se bem, fazer meditação, yoga, e ter uma boa noite de sono. Você pode baixar aqui uma cartilha com orientações de alimentação que ajudam no reforço da imunidade.

Pacientes com câncer devem tomar a vacina de gripe?

O paciente oncológico, de um modo geral, deve ser imunizado. Porém, antes de tomar essa decisão, o paciente deve entrar em contato com o seu médico e seguir a sua orientação.

Como os pacientes que precisam realizar exames devem proceder?

Consulte sempre o seu médico para que ele indique a melhor forma de agir. Se você precisa fazer o exame, não adie e siga as recomendações de prevenção. As clínicas estão preparadas, com toda a segurança, para recebê-lo. Consulte a possibilidade de fazer a coleta domiciliar.

Existe algum cuidado específico para quem está fazendo radioterapia?

Cada caso será avaliado individualmente, passando primeiro pela pré-triagem e, em seguida, pela avaliação conjunta do oncologista e do radio-oncologista. As orientações dos médicos devem ser seguidas à risca.

O que seria interessante recomendar aos pacientes oncológicos para que eles mantenham a serenidade nestes tempos de pandemia?

Antes de mais nada, procure informações em fontes confiáveis, com o seu médico ou com a clínica de tratamento. Tenha rotinas, cuide da sua alimentação, do seu corpo e da sua mente. Mantenha a sua casa limpa e organizada e procure viver momentos de alegria em casa e com a família. Isso trará resultados positivos para sua imunidade. Evite assistir a noticiários; caso queira obter informações sobre a situação da Covid-19, prefira ler algumas notícias por tempo determinado durante o dia, sem despender muito tempo absorvido por essas informações. As informações em excesso causam angústia e maior ansiedade, diminuindo o seu bem-estar.

Procure realizar atividades que lhe dão prazer, como ler um livro, preparar uma comida gostosa, ligar para um amigo, escutar uma música, ou qualquer outra atividade de que você goste.

Como ocorre a contaminação pelo coronavírus?

As mãos são o principal veículo de contaminação. Higienize-as com frequência porque o vírus pode permanecer vivo em quaisquer superfícies. A contaminação também pode ocorrer por gotículas aéreas, por isso é importante o uso de máscara e o distanciamento social na presença de outras pessoas, mesmo que elas estejam assintomáticas, já que a transmissão da doença pode ocorrer antes do aparecimento de sintomas e existem muitos portadores do vírus que permanecem assintomáticos durante todo o seu período de doença.

Existe algum grupo específico entre os pacientes com câncer que tenha mais risco que os outros ao contrair a Covid-19?

O risco de contrair a Covid-19 é maior para pacientes imunossuprimidos, assim como todas as doenças infectocontagiosas, por isso o cuidado deve ser intensificado. As formas mais graves da doença têm relação com associação a comorbidades como obesidade, diabetes, hipertensão, principalmente se estiverem descompensadas, e o tabagismo. Por isso, é importante que o paciente com câncer mantenha o controle de sua saúde, seguindo as recomendações médicas e da equipe multidisciplinar.

Quais cuidados as pessoas que moram ou convivem diretamente com o paciente em tratamento oncológico devem ter nesta fase de pandemia?

Reforçar higienização no ambiente e lavagem de mãos ou uso de álcool em gel frequente dentro de casa.

Em caso de suspeita ou contato com alguém suspeito, manter uso de máscara, distanciamento de 1 metro dentro de casa e separar utensílios de uso pessoal. 

Em uma situação de diagnóstico de coronavírus, como tratar o paciente oncológico? Em uma situação de diagnóstico de coronavírus, como tratar o paciente oncológico?

Os pacientes oncológicos devem seguir a recomendação médica. O paciente com Covid-19 deve permanecer em isolamento para evitar a contaminação de outras pessoas dentro de casa e a propagação da doença. Deve procurar atendimento de emergência se apresentar sintomas como febre persistente, confusão mental, dor no peito, falta de ar ou dificuldade respiratória. Se possível, deve monitorar a saturação de oxigênio com um oxímetro portátil e compartilhar as informações com a enfermeira de referência onde realiza o seu tratamento.

Há uma escala de tratamento que prevê quando uma internação deve ser interrompida?

Hoje, uma parte dos tratamentos oncológicos em pacientes não hematológicos (que não têm leucemia, por exemplo) são em nível ambulatorial e não envolvem a internação, o que torna o risco menor. Todas as clínicas do grupo Oncoclínicas têm tomado todos os cuidados para que os pacientes tenham a menor exposição possível, reiterando que os tratamentos não devem ser interrompidos.

Tratamentos que requerem internação, como cirurgias eletivas oncológicas previamente marcadas, devem ser discutidas com o oncologista e o cirurgião responsável; não havendo prejuízo ao tratamento oncológico, essas cirurgias podem ser adiadas para evitar a circulação de pacientes no ambiente hospitalar.

Para os pacientes candidatos a transplante de medula óssea, esse é um tratamento que é agendado de forma eletiva e que deve ser avaliado com um hematologista.

Dentro da Oncoclínicas, todos os médicos estão atentos às particularidades de cada paciente e têm interagido com eles, mesmo por telefone, para orientá-los sobre os próximos passos do tratamento durante este período de pandemia. O isolamento social é a prevenção básica para toda a população.

Pacientes em remissão pertencem ao grupo de risco do coronavírus?

Se a pessoa não está com tratamento em curso, ela deve consultar seu oncologista para avaliar se há um caso de imunossupressão residual. Independentemente disso, deve seguir as orientações de prevenção.

Uma vez contaminado com o coronavírus, como tratar o paciente oncológico?

Uma vez estabelecido o diagnóstico de Covid-19, o tratamento oncológico estará suspenso até a evolução do quadro, independentemente de o paciente ser assintomático ou não, por conta do isolamento a que ele está sujeito e do tratamento com potencial de imunossupressão, no caso de uma quimioterapia e uma radioterapia, estando com a infecção em curso.

O paciente teria que esperar a evolução desse quadro e discutir os detalhes com o médico para definir o momento ideal para o tratamento oncológico ser retomado – que provavelmente será após a resolução completa do quadro clínico da infecção.

Em pacientes transplantados sem vacina, os riscos são maiores do que em outros pacientes oncológicos?

Sim, pois no pós-transplante o paciente permanece por um tempo com o sistema imunológico afetado.

No caso de sair para tomar a vacina, qual seria a conduta ideal em relação à prevenção?

As medidas para conter o contágio podem não ser 100% eficazes. Recomendamos que a pessoa vá em um horário em que o local não esteja lotado, utilizando corretamente máscara, mantendo o distanciamento entre as pessoas e higienizando sempre as mãos. Os profissionais que irão aplicar a vacina também deverão seguir o protocolo de limpeza.

Como fazer a higienização das superfícies e com quais produtos?

A higienização pode ser feita com qualquer detergente, desinfetante ou hipoclorito. O álcool 70% mostra uma grande eficácia, além de ser de fácil uso.

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