Tipos de câncer

Vulva

O câncer de vulva é um tipo de tumor raro do trato genital. A doença está ligada à idade, com maior incidência após os 70 anos. A infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) é um fator de risco e a vacinação é a melhor forma de proteção. Saiba mais.
4 min de leitura
por: Grupo Oncoclínicas
Vulva
O câncer de vulva é uma neoplasia rara que se desenvolve em torno da abertura da vagina. Corresponde a menos de 1% dos tumores malignos da mulher.

O que é câncer de vulva?

A vulva é a região externa do trato genital feminino, compreende os lábios maiores e menores, clitóris, introito vaginal e glândulas de Bartholin, sendo essas últimas as responsáveis por ajudar na lubrificação da vagina durante o sexo. 

O câncer de vulva é uma neoplasia maligna rara que corresponde a menos de 1% de todos os tumores malignos da mulher e é responsável por 5% dos cânceres dos órgãos reprodutores femininos, segundo dados colhidos nos EUA. Infelizmente, no Brasil, o INCA (Instituto Nacional de Câncer) não dispõe de estimativas para o câncer de vulva.

Historicamente, acomete pacientes mais idosas, sendo a média de idade de diagnóstico por volta dos 70 anos, aumentando a incidência à medida que os anos de vida passam. De toda forma, vale ressaltar que a doença tem aumentado entre as mulheres jovens, principalmente devido à associação com infecção por HPV. as mulheres jovens, e nestes casos a associação com HPV é comum.

Fatores de risco para câncer de vulva:

  • Idade
  • Líquen escleroso – É uma doença dermatológica inflamatória, cuja origem não é totalmente esclarecida. O líquen escleroso vulvar está geralmente associado a um prurido intenso e a formação de uma pápula de coloração levemente rósea ou branco-marfim, podendo confluir, formando placas. Outros sintomas relacionados podem ser dor ou queimação. O potencial de malignização é em torno de 4%;
  • Infecção por HPV (papilomavírus humano);
  • História pessoal prévia de Câncer de vagina;
  • História pessoal prévia de Câncer do colo do útero;
  • Tabagismo.
  • Imunossupressão

Subtipos de câncer de vulva:

O câncer de vulva geralmente é um câncer de pele, destacando-se os seguintes subtipos:

  • Carcinoma de células escamosas: Representa a maioria dos casos de câncer de vulva, entre 80 a 90%. A doença se inicia nas células escamosas (o principal tipo de célula da pele) e tem três subtipos: 
  • Queratinizante: Tipo mais comum, acomete mulheres mais velhas e está associado a doenças inflamatórias crônicas ou processos autoimunes;
  • Basaloide/verruga: Subtipo menos comum, frequentemente afeta mulheres mais jovens e está relacionado com o HPV, tendo melhor prognóstico;
  • Carcinoma verrucoso: É um tipo raro e de crescimento lento;
  • Melanoma: Representa cerca de 5 a 10% dos casos de câncer de vulva e se desenvolve a partir das células produtoras do pigmento que dá cor à pele.
  • Outros subtipos mais raros: Carcinoma basocelular, Adenocarcinoma de glândulas de Bartholin, sarcomas e linfomas. 

Sintomas e sinais de câncer de vulva:

O câncer de vulva pode ser assintomático, porém a maioria das pacientes apresenta sintomas locais, como: coceira ou desconforto, vermelhidão ou alteração na cor da pele da vulva, aparecimento de caroços ou feridas. Em casos mais avançados, pode surgir sangramento não associado ao período menstrual ou saída de secreção local.

Nos casos de melanoma, a cor da pinta ou mancha pode ser preto-azulada ou marrom e ela pode ser saliente, além de ter formato assimétrico, bordas irregulares, diâmetro maior que 6 mm e potenciais mudanças de tamanho, forma e cor com o passar do tempo.

Diagnóstico de câncer de vulva:

Pacientes com sinais e sintomas sugestivos de câncer de vulva devem ser avaliadas o mais breve possível. Qualquer lesão suspeita deve ser biopsiada, sendo esta a principal forma de diagnóstico. 

Em seguida, o médico Oncologista clínico determina o estadiamento do câncer de vulva através da avaliação do tamanho da lesão, sua localização, presença de gânglios (linfonodomegalias) e extensão para outros órgãos locais, como clitóris, meato uretral, vagina e ânus.

Os estágios vão de I a IV, da seguinte maneira:

  • Estágio I – Câncer limitado à vulva ou ao períneo (área entre o orifício vaginal e o ânus);
  • Estágio II – Disseminação aos tecidos adjacentes (parte inferior da uretra e/ou da vagina ou até o ânus), sem acometer os linfonodos;
  • Estágio III – Disseminação aos linfonodos regionais, tendo ou não chegado até os tecidos adjacentes;
  • Estágio IV – Extensão a outras partes, como a bexiga, a parte superior da vagina ou a uretra, o reto, linfonodos mais distantes ou fora da pelve;

Adicionalmente, são solicitados exames de imagem para a avaliação completa do estágio, como radiografia do tórax, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Tratamento para o câncer de vulva:

O tratamento depende do tipo de tumor e do seu estadiamento, predominantemente cirúrgico, mas a quimioterapia associada à radioterapia pode ser uma alternativa, sobretudo em neoplasias avançadas. 

Em fases iniciais, a cirurgia tem melhores resultados estéticos, funcionais e de cura. É realizada a remoção de toda a vulva ou de uma parte dela, em um procedimento chamado vulvectomia. Os linfonodos adjacentes geralmente também são removidos, ou o médico realiza uma dissecção de linfonodo sentinela – a remoção do primeiro linfonodo que seria afetado pelo câncer.

Prevenção do câncer de vulva:

A prevenção do câncer de vulva é possível através da atenção aos sinais do corpo e reduzindo-se a exposição aos seus fatores de risco. 

Recomenda-se:

  • Avaliação em consulta com médico ginecologista ao notar mudanças na região da vulva. Vale ressaltar: fique atenta, nem toda coceira é relacionada a candidíase;
  • Não fumar;
  • Vacinação contra o HPV.

 

Conteúdo revisado por:

CHRISTIANE DE MELO SOUZA

CHRISTIANE DE MELO SOUZA

1029630RJ
Niterói, Rio de Janeiro
Especialidade:
  • Oncologia clínica
Local de atendimento:
  • OC ONCOCLÍNICAS NITERÓI
  • OC ONCOCLÍNICAS BOTAFOGO
  • HOSPITAL MARCOS MORAES
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