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Neurocirurgia

A neurocirurgia é a especialidade que cuida de alterações no sistema nervoso central e periférico através de cirurgias. Na oncologia, a neurocirurgia entra principalmente quando há a necessidade de cirurgia para retirada de tumores. Saiba mais.
Neurocirurgia

A neurocirurgia é a especialidade médica que trata, por meio de procedimento cirúrgico, as alterações do sistema nervoso central e periférico, ou seja, cérebro, coluna e nervos. O médico especialista nessa área é o neurocirurgião, que atua no tratamento cirúrgico das estruturas nervosas, enquanto o neurologista trabalha no diagnóstico e tratamentos convencionais, não cirúrgicos. 

Tanto a neurocirurgia quanto a neurologia são especialidades que exigem conhecimento das rotinas neurológicas desde o cérebro até a medula, nervos e músculos, mas apenas o neurocirurgião poderá diagnosticar a necessidade e viabilidade de uma cirurgia, bem como realizar o procedimento. No caso de pacientes oncológicos, a neurocirurgia entra principalmente quando há a necessidade de tratamento cirúrgico para retirada de tumores no cérebro. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer do Sistema Nervoso Central (SNC) está entre os 20 tipos que mais incidem no mundo, com uma taxa de 3,5 casos para cada 100 mil habitantes, provocando 2,8 mortes a cada 100 mil habitantes. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) estima que serão diagnosticados em 2021, 11.090 novos casos de câncer cerebral, sendo 5.870 em homens e 5.220 em mulheres. 

Esses números tendem a ser muito maiores se forem considerados, também, tumores benignos do sistema nervoso central, que compreende o cérebro e a medula espinhal. Quase 90% dos tumores de SNC são no cérebro. A estimativa é que eles representem 3,1% do total de casos de câncer.

Os tumores cerebrais podem ser malignos ou benignos. Os benignos são menos perigosos, possuem um crescimento lento e menor chance de afetar o funcionamento do cérebro. Já os tumores malignos apresentam alta taxa de multiplicação e são mais frequentes em idosos e em homens, enquanto que os tumores benignos, como os meningiomas, que surgem nas membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, são mais comuns em mulheres. 

O tratamento destes tumores pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia. A escolha de qual abordagem deve ser usada depende de fatores como o tamanho do tumor, a localização, os sintomas e as condições clínicas do paciente. Quando o problema é descoberto precocemente, os tratamentos podem levar à cura.

Quando o caso é cirúrgico, o procedimento é conduzido pelo neurocirurgião, com apoio de toda a equipe interdisciplinar que atende o paciente. Nesse sentido, buscar muitas segundas opiniões para pacientes com tumores considerados inoperáveis é altamente recomendável pelos médicos.  Com a cirurgia, é possível verificar se é o caso de um tumor, uma recorrência ou um tecido morto. Sua remoção permite realizar uma análise mais específica e verificar se o paciente necessita ou pode realizar outras abordagens terapêuticas.

Também existem casos de cânceres de tumores sólidos que se espalham de outras regiões do organismo para o cérebro. Nestes casos, a cirurgia só deve ser considerada quando se trata de um único tumor. Se houver múltiplos tumores, o uso da radiação ou da radiocirurgia são abordagens mais indicadas, assim como a terapia direcionada e a imunoterapia.

Fatores de risco e prevenção

A exposição à radioterapia e à radiação, como raios-X e tomografias em excesso pode aumentar o risco de tumor intracraniano, ou seja, no cérebro. Pesquisadores identificaram, ainda, genes que podem facilitar o surgimento de tumores pelo corpo, mas em geral, mas sua formação é multifatorial, ou seja, além de uma predisposição genética, há outras causas para seu surgimento.

Segundo o Inca, as causas do câncer do cérebro e do Sistema Nervoso Central ainda são desconhecidas e a doença dificilmente apresenta sintomas, portanto, o ideal é a realização de exames periódicos para diagnóstico precoce, especialmente em quem tem histórico familiar. 

A quais sintomas devo ficar atento?

O sintoma mais frequente em pacientes que desenvolvem tumores cerebrais é a dor de cabeça persistente, aquela que a pessoa nunca teve e que continua incomodando durante muito tempo. 

Dores progressivas, que vão aumentando de intensidade e frequência com o tempo, associadas a episódios de vômito, convulsões, alterações visuais ou motoras, da fala e formigamentos são sinais de alarme. 

Esses fenômenos são mais comuns em adultos com idade entre 40 e 50 anos e crianças. Quando esses sintomas aparecem, é sinal de que é hora de buscar uma opinião de um neurologista, que irá indicar a necessidade de consultar um neurocirurgião. 

Fontes:

Inca https://www.inca.gov.br/

Agência Brasil https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2021-05/maio-cinza-chama-atencao-para-o-cancer-de-cerebro

Neuroscience Specialists https://www.neurosurg.org/articles/role-of-a-neuro-oncologist-you-should-know

Tumores Intracranianos – Neurocirurgia.com https://neurocirurgia.com/tumores-intracranianos/

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