Quimioterapia

Quando um paciente recebendo quimioterapia deve procurar um médico com urgência?

O paciente deve procurar atendimento médico imediatamente se apresentar:

  • Febre (temperatura > 37,8ºC);
  • Manchas ou placas vermelhas pelo corpo;
  • Dor ou ardência para urinar;
  • Sangramentos que demoram a estancar;
  • Falta de ar;
  • Diarreia e/ou vômito intensos;
  • Inchaço das pernas, principalmente quando é assimétrico (maior de um lado do que do outro);

Mas, de modo geral, se o paciente apresentar quaisquer outras alterações surgidas após o início do tratamento e que sejam motivo de preocupação, ele deve consultar o seu médico.

O paciente que está recebendo quimioterapia precisa alterar sua rotina?

Os possíveis efeitos colaterais da quimioterapia podem determinar a necessidade de o paciente adotar algumas medidas que, juntamente com as demais medicações administradas, irão reduzir a probabilidade de ocorrência desses efeitos colaterais, sua intensidade e/ou sua duração.

Por exemplo, a quimioterapia pode causar neutropenia acentuada em alguns casos. Quando esse risco existe, o paciente pode precisar se precaver, através de algumas atitudes simples, como:

  • Ingerir alimentos saudáveis e de procedência segura;
  • Evitar ambientes fechados e com muita gente;
  • Evitar comer alimentos crus;
  • Ter cuidado ao fazer a barba para não se cortar, usando barbeador elétrico, se possível;
  • Evitar tirar as cutículas e fazer depilação.

Esses cuidados têm como objetivo reduzir o risco de contrair infecções, durante períodos em que as defesas do organismo podem estar fragilizadas. Para saber se a quimioterapia que você está recebendo causa neutropenia e se você precisa tomar esses cuidados, converse com seu médico.

Se uma pessoa recebe quimioterapia e não apresenta tantos efeitos colaterais, significa que o tratamento não está fazendo efeito?

Não. Cada organismo é único e reage de forma diferente à quimioterapia. Algumas pessoas podem apresentar reações adversas com a quimioterapia, enquanto outras não, independentemente do efeito que o tratamento está causando no tumor. Somente o médico responsável pelo acompanhamento do paciente poderá dizer se o tratamento está sendo eficaz ou não, com base nos exames físicos, de imagem e/ou laboratoriais.

Quimioterapia engorda?

Essa é uma pergunta frequente entre as mulheres com câncer de mama. A medicação em si não engorda, mas vários fatores presentes durante o tratamento podem contribuir para o ganho de peso. Entre eles estão:

  • Redução da atividade física com manutenção da ingesta calórica;
  • Eventual cessação das menstruações durante a quimioterapia, o que significa alteração hormonal;
  • Ansiedade e estresse emocional;
  • Uso de medicações associadas à quimioterapia, como corticoides.
  • Com relação aos outros tipos de câncer, de maneira geral, o paciente pode perder um pouco de peso durante a quimioterapia, por apresentar diminuição do apetite e, eventualmente, náuseas e vômitos.

Os efeitos colaterais da quimioterapia variam de acordo com diversos fatores, entre os quais:

Droga(s) utilizada(s);

Dose do(s) medicamento(s);

Duração do ciclo de tratamento;

Tipo de câncer;

Estado geral do paciente;

Existência de outras doenças associadas ao câncer.

Assim, um paciente pode ter um ou mais efeitos colaterais, sendo observada intensidade variável de pessoa para pessoa.

Os efeitos colaterais da quimioterapia normalmente ocorrem em virtude da ação dessas drogas sobre o processo de divisão celular. Dessa forma, além das células tumorais, também são afetadas as células normais que estão em divisão celular, tornando mais susceptíveis à ação dos quimioterápicos os tecidos do organismo com alta taxa de divisão celular, como a medula óssea e as mucosas.

Entre os possíveis efeitos colaterais da quimioterapia, estão:

  • Fraqueza;
  • Mucosite;
  • Diarreia;
  • Perda ou ganho de peso;
  • Alopecia (queda de cabelo);
  • Alterações nas unhas;
  • Náuseas e vômitos;
  • Neutropenia, anemia e plaquetopenia;
  • Formigamento dos pés e das mãos.

Em geral, os efeitos colaterais da quimioterapia vão diminuindo gradativamente após o término do tratamento, até o completo desaparecimento. Assim, é comum que as unhas retornem ao normal e que os cabelos voltem a crescer.

Contudo, alguns efeitos colaterais podem se tornar permanentes, como é o caso da cessação das menstruações em certos casos de quimioterapia para o câncer de mama.

Para saber mais precisamente os possíveis efeitos colaterais aplicados ao seu caso, converse com seu médico.

Como é feita a quimioterapia?

A quimioterapia pode ser administrada de forma isolada ou em combinação com outras formas de tratamento para o câncer, como as drogas alvo moleculares, a hormonioterapia, a radioterapia e a cirurgia. A combinação da quimioterapia com as demais alternativas terapêuticas pode ser concomitante, neoadjuvante ou adjuvante.

Os quimioterápicos podem ser administrados através das seguintes vias, dependendo da droga:

  • Oral;
  • Intravenosa;
  • Intramuscular;
  • Subcutânea;
  • Intratecal, pela espinha dorsal;
  • Tópica

A quimioterapia pode envolver a administração de uma única droga (monoterapia). Contudo, como os quimioterápicos têm diferentes mecanismos de ação, a quimioterapia também pode ser feita através da administração de mais de um tipo de medicação, geralmente pertencentes a diferentes classes de quimioterápicos, combinados em um regime predeterminado de tratamento. Além disso, a quimioterapia costuma ser aplicada de acordo com um ciclo de tratamento preestabelecido, independentemente de ser usada uma droga ou mais. A duração do tratamento é variável, dependendo da doença e dos medicamentos utilizados.

Junto com a quimioterapia, os profissionais de enfermagem especializados podem administrar também soro e medicamentos que auxiliam a diminuir os efeitos colaterais da quimioterapia.

Quais alimentos não podem ser ingeridos durante o tratamento de câncer?

O paciente deve evitar alimentos ácidos, como álcool, abacaxi, café e refrigerantes; mas eles não são necessariamente proibidos. A orientação tem o objetivo de prevenir o aparecimento de feridas na boca.

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