Oncoclínicas&Co firma parceria com o governo do DF para reduzir fila de espera no tratamento oncológico
Desde o início do programa “O Câncer Não Espera. O GDF Também Não”, cerca de dois mil pacientes já saíram da fila de espera e iniciaram o tratamento oncológico
Em um marco histórico para a saúde pública do Distrito Federal, o Governo do Distrito Federal (GDF) realiza, em parceria com a Oncoclínicas&Co, um dos principais grupos dedicados ao tratamento oncológico na América Latina, a implementação do programa “O Câncer Não Espera. O GDF Também Não”. A iniciativa, lançada pela Secretaria de Saúde do DF, visa acelerar drasticamente o acesso ao tratamento de câncer via Sistema Único de Saúde (SUS). O programa representa um esforço conjunto para ampliar o acesso ao tratamento oncológico especializado.
Desde o início do programa, em julho, o tempo de espera para a primeira consulta na rede de saúde pública do DF caiu de 81 dias para 9,5 dias, redução de 88,2%. Já a fila para realização de consulta caiu de 889, em março de 2025, para 194, redução de 78%. O tratamento de radioterapia também se tornou mais ágil. O tempo de espera caiu 59,8%, de 87 dias para 34,9. De julho até agora, cerca de dois mil pacientes oncológicos já iniciaram o tratamento.
“A colaboração é mais do que uma parceria institucional, é uma ação concreta alinhada à nossa missão de transformar a jornada do paciente oncológico no Brasil”, afirma Bruno Ferrari, fundador e CEO da Oncoclínicas&Co. “Colocamos à disposição do Governo do Distrito Federal toda a nossa experiência em oncologia de alta complexidade para somar à estrutura pública, ampliando o alcance, acelerando o diagnóstico e garantindo o início do tratamento no tempo certo. Reduzir a espera significa salvar vidas e esse é o impacto que buscamos provocar”, completa Ferrari.
Otimização do fluxo de atendimento e segurança do paciente
A colaboração entre a Oncoclínicas e o Governo do Distrito Federal tem como foco agilizar o início do tratamento de pacientes com câncer já diagnosticados na rede pública. A jornada na Oncoclínicas tem início com a primeira consulta com o especialista, que confirma o diagnóstico e define os próximos passos do cuidado. A partir disso, a companhia assume integralmente as tratativas com o paciente, coordenando a realização dos exames complementares, como tomografias, ressonâncias, exames laboratoriais e de patologia. Em seguida, é definida a conduta terapêutica e iniciado o tratamento nas unidades da Oncoclínicas em Brasília. Todo o processo é conduzido por uma equipe multidisciplinar, formada por oncologistas, enfermeiros, farmacêuticos e profissionais de outras especialidades.
Além disso, pensando na segurança e no bem-estar dos pacientes, especialmente aqueles com imunidade comprometida, o programa conta com um cartão de identificação que garante um fluxo diferenciado e prioritário na triagem de emergências, minimizando riscos de infecção. Equipes de saúde também realizarão contato ativo, por meio de ligações e mensagens, para otimizar o agendamento de consultas, garantindo que nenhum paciente com diagnóstico fique sem o acompanhamento necessário.
“O programa do GDF criou forças-tarefas nos hospitais públicos, credenciou a rede complementar e criou uma linha de cuidado específica para pacientes oncológicos. Queremos oferecer um atendimento ágil e cobertura ampla. Colocamos equipes especializadas para acompanhar o paciente em todas as etapas do tratamento: exames, consultas, cirurgias, quimioterapia e radioterapia”, disse o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda.
Prevenção e conscientização: pilares fundamentais
Com uma projeção de 63.300 novos casos de câncer por ano no Distrito Federal e cerca de 704.000 no Brasil para o triênio 2023-2025, segundo o INCA, a prevenção e a promoção da saúde são pilares cruciais do programa. Na região, os tipos de câncer mais comuns são o de próstata, colorretal e pulmão em homens, e de mama, colorretal e colo de útero em mulheres, segundo a Secretaria de Saúde do DF.
Os resultados obtidos nesta fase serão avaliados pela Secretaria e pela Oncoclínicas, podendo embasar futuras iniciativas de colaboração com o poder público em outras frentes de apoio à saúde pública no país.