Outubro Rosa: programa pioneiro OC sobreVIVER da Oncoclínicas apoia mulheres no pós-câncer de mama

Iniciativa da Oncoclínicas&Co já beneficiou mais de 400 pacientes, oferecendo apoio integral e suporte contínuo para recuperar a autoestima e bem-estar das mulheres após o tratamento

O Outubro Rosa reforça, anualmente, a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, tipo mais incidente entre as brasileiras. Somente no triênio 2023-2025, estima-se que o país registre cerca de 73.610 novos casos por ano, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A jornada das pacientes não se encerra com o fim do tratamento e a Oncoclínicas&Co, um dos principais grupos dedicado ao cuidado oncológico no Brasil, consolidou o OC sobreVIVER, programa pioneiro de cuidados aos sobreviventes de câncer, que oferece acompanhamento multidisciplinar e apoio a mulheres no manejo de sintomas relacionados ao tratamento, mas também na reinserção social e profissional. A iniciativa tem como foco a recuperação da qualidade de vida e o bem-estar integral.  

Criado em 2020 com foco em câncer de mama e idealizado pela oncologista e líder da especialidade na Oncoclínicas, Luciana Landeiro, a iniciativa pioneira nesse modelo de cuidado no Brasil reúne um banco de dados com mais de 600 pacientes e foi ampliada em 2023 para outras especialidades, como câncer colorretal e de próstata. O OC sobreVIVER está presente em oito estados, com atendimentos presenciais e por telemedicina, permitindo alcançar um público mais amplo em todo o Brasil.  

Landeiro detalha a abordagem survivorship que reconhece a pessoa como sobrevivente desde o diagnóstico e ao longo de toda a vida, incluindo sua rede de apoio familiar. “A consulta com um oncologista especializado em survivorship dura cerca de uma hora e nos permite construir um plano de cuidados personalizado. Antes da consulta, a paciente preenche um questionário indicando os temas que precisam de maior atenção da equipe médica e multiprofissional, entre eles o medo de recorrência, sexualidade, retorno ao trabalho e toxicidades do tratamento. Oferecemos também grupos de suporte mediados pela equipe multidisciplinar, para troca de experiências e enfrentamento conjunto dos desafios”, explica. 

Estrutura do programa 

O programa é iniciado cerca de três meses após o término da terapia ativa, e conta com uma enfermeira navegadora e acompanhamento de oncologistas, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e especialistas em sexualidade, genética e reprodução humana, garantindo um cuidado personalizado e integral. 

As pacientes jovens com câncer de mama têm acesso à cartilha Young and Strong, integrada ao programa e voltada às necessidades dessa faixa etária. Parte dessas demandas é específica, a exemplo da preservação da fertilidade, enquanto outras são comuns a muitas mulheres, como questões de sexualidade e imagem corporal. O material é uma tradução autorizada do Dana-Farber Cancer Institute – EUA.  

Do diagnóstico ao pós-tratamento  

Superar a doença não significa apenas alcançar a cura. Para muitas mulheres, a etapa pós-tratamento é marcada por novos desafios ligados à reinserção social, profissional e à retomada da autoestima. Nesse contexto, o apoio da família, da comunidade e das empresas é fundamental para garantir que a paciente volte a exercer plenamente seu papel na sociedade. 

Carlos Barrios, oncologista da Oncoclínicas, reforça que o diagnóstico deve ser compreendido não apenas como uma condição clínica, mas também como uma questão social que afeta a funcionalidade da mulher em diferentes dimensões. “O câncer impacta dimensões sociais, emocionais e profissionais da mulher. O tratamento pode curar a doença, mas a vida pós-câncer exige uma nova perspectiva. Nosso papel é apoiar a paciente na superação de barreiras físicas, psicológicas e culturais para que ela se reconecte plenamente à sua vida”, afirma. 

Além do suporte médico, a criação de programas de acompanhamento como o OC sobre VIVER busca preencher lacunas importantes nesse processo: promover acolhimento, manejar efeitos tardios do tratamento oncológico, apoiar estratégias para reinserção no trabalho e dar suporte emocional, ajudando a transformar a experiência em uma jornada de ressignificação. 

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